Queda de meteorito na Rússia faz mais de mil feridos
O número de feridos provocados pela queda de
um meteorito hoje a cerca de 80 quilómetros da cidade de Tcheliabinsk,
nos montes Urais, na Rússia, aumentou para mil, tendo entre 34 e 112,
consoante as fontes, necessitado de internamento, informou a agência Ria
Novosti. Entre os feridos, mais de 200 são crianças.
A queda do meteorito, que se segundo a agência espacila
russa se desintegrou ao entrar na atmosfera terrestre a uma velocidade
de 30 quilómetros por segundo, danificou mais de três mil edifícios
residenciais em seis cidades dos Urais, sobretudo vidros partidos.
Serguei Smirnov, cientista do Observatório de Pulkovski
(São Petersburgo), afirmou que o peso do meteorito devia ser de várias
toneladas. "Tratou-se de uma bola muito brilhante, muito visível no céu
da manhã, um objeto com uma massa bastante grande, de muitas dezenas de
toneladas", precisou o cientista, numa entrevista à televisão russa.
Escolas encerradas
As autoridades locais encerraram as escolas e os jardins de infância por terem ficado com os vidros das janelas partidos.
"Hoje, em Tchilabinski, a temperatura é de 18 graus
Celcius negativos, por isso decidimos encerrar todas as escolas e
infantários", anunciou Guennadi Onischenko, dirigente dos serviços
sanitários da Rússia.
Os cientistas não excluem a possibilidade de uma nova
queda de meteoritos noutras regiões da Rússia ocorrer na noite de sexta
para sábado.
Dmitri Rogozin, vice-primeiro-ministro russo
encarregado do setor militar-industrial, defendeu a necessidade de
criação de um sistema de defesa contra "objetos extraterrestres" pelos
maiores países do mundo.
"Hoje, nem a Rússia, nem os Estados Unidos têm possibilidade de abater meteoritos", sublinhou Rogozin.
Cientistas russos citados pela rádio Komkersant FM
consideraram que a queda do meteorito nos Urais não está ligada ao
meteorito que hoje ao final da tarde (hora de Lisboa) irá passar próximo
da Terra, mas não excluem a ocorrência de chuvas de meteoritos noutras
regiões da Rússia.
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